segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Luxúria...

Ao beijar
Passar a mão
Degustar lábios
Sentir cheiro...

Ao pegar cabelos
Despir-se
Provocar
Seduzir...

Ao lamber
Chupar
Morder
Saborear...

Respiração ofegante
Gemidos
Pura Magia
Êxtase total...

Encharcada
De desejo
De você
De nós...

Tudo sentido
Desejo matado
Roupas vestidas
Fogo controlado...

Caminhos diferentes
Novas pessoas 
Novos encontros
E novas emoções...

Sem recomeço desnecessário!

(Aylla Lima)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Memórias Póstumas de um eterno Apaixonado...

Com a porta entre aberta, o vento assopra levemente e mim deixa ver, talvez não a cena que eu queria, mas aquela fosse a cena que eu já esperava.

Sentada no chão, braços apoiados sobre minha cama, lágrimas descendo pelo o seu rosto. Eu sabia que ela não podia me ver, mas tinha a certeza que ela estava pensando em mim. Talvez não tenhamos vivido um romance ideal como Romeu e Julieta, mas sim algo bastante forte para marcar nós dois, nos amamos do nosso jeito, a nossa maneira, apesar das dificuldades é claro.

Mas nenhuma briga nossa, nenhum de nossos rompimentos temporários, se comparam a dor que eu sinto agora ao vê-la assim, triste, chorando a minha perda. Eu sei que ela vai sofrer, assim como já ta sofrendo, mas ela ainda pode tentar não sofrer tanto assim por mim, apesar dos arrependimentos que ela guarda dentro de si, eu ainda quero que ela seja feliz. Espero que ela se conforme e que volte a viver, sair, e quem sabe até se encontrar alguém melhor do que eu, alguém que a ame ao menos 1/3 do tanto que eu a amei, ou melhor, do que eu ainda amo.

Ela merece alguém que dedique tempo a ela, coisa que eu não fiz muito, e mim me arrependo profundamente por isso, ela merecia minhas 24 horas por dia.

Mas não se pode mais arrepender-se das coisas não feitas, não tem como voltar atrás. E esse rancor vai me perseguir pra sempre. Ao vê-la assim paralisada, olhando pro tempo, me faz sentir uma saudade imensa dos dias de chuvas, dias esses que eu mais gostava de estar ao lado dela.

Eram nos dias de chuvas que a gente se entendia, por mais que estivéssemos chateados ou brigados um com o outro, a gente sempre fazia as pazes nos dias de chuva. Sinceramente, toda vez que eu tinha que falar algo que eu sabia que ela não iria gostar, algo que ela fez, por exemplo, antes de tocar no assunto, procurava saber como andava o tempo, se iria chover ou não. E você, caro leitor, já deve saber o motivo...

É como se a chuva cada vez que vinha, levasse as nossas brigas e desavenças, e nos deixassem de alma purificada e encharcados de amor. Éramos como imas em dias de chuva, chegávamos mais cedo só para dormir mais tempo de conchinha. E claro que o sexo pra fazer a reconciliação por total.

Agradeço a Deus por tudo, tive um fim de vida doce como mel, amei e fui amado incondicionalmente, e pela a pessoa mais linda que conheci, que apesar de defeitos, foi a pessoa perfeita pra mim. Minha perfeição, não foi o meu primeiro amor, mas foi o verdadeiro e último de toda minha vida.

Não sou mais um mortal, porém, não vai ser um simples acidente que vai me apagar da vida de todos. Posso não estar mais visivelmente presente aos olhos, mas com certeza estarei em suas cabeças e em seus corações. Ou até mesmo todos poderão sim ver um pedaço de mim...

É que por ai vem mais uma perfeição, e dessa vez também estarei fazendo parte dessa perfeição... Deixei uma semente minha plantada, e plantada em um dia de chuva!

Bem vindos...